Este artigo investiga a crítica feita por Bastiat à proposta de Proudhon de abolição dos juros do capital, através do estabelecimento do Banco do Povo. A controvérsia entre os dois autores é examinada à luz das peculiaridades da teoria econômica desenvolvida por Bastiat, que reúne elementos extraídos das obras de Jean-Baptiste Say, Destutt de Tracy e Charles Comte. Argumentaremos que o mérito e as limitações dos argumentos utilizados por Bastiat no debate refletem a tensão existente entre os elementos subjetivos e objetivos presentes na concepção teórica do autor.