Economista, Mestre e Doutora em Economia Industrial e da Tecnologia. Professora do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas, Universidade Presbiteriana Mackenzie, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Administração de Empresas. Linha de Pesquisa: Criação, Configuração e Apropriação do Valor em Serviços Mediados pela Tecnologia.
Desde a perspectiva do mercado como processo, o mercado só existe na medida em que ocorrem trocas. Então, qual é a melhor opção em tempos de isolamento social: intervir para garantir que o mercado funcione ou deixar que o mercado se paralise livremente? Ademais, até que ponto é possível intervir no mercado em tempos de pandemia, preservando, ao mesmo tempo, os princípios de liberdade econômica? Partindo dos princípios de cooperação e cálculo econômico de Mises, o objetivo deste trabalho é analisar as possibilidades das políticas públicas em situação de isolamento social. Entre as principais políticas públicas desenhadas neste momento de pandemia, as medidas seguintes possibilitaram a continuidade do processo de mercado: crédito, postergação de impostos e auxílio financeiro às famílias. A preocupação com a preservação do cálculo econômico se estende a todos os elos da cadeia de suprimentos, incluindo os clientes finais, garantido a execução do cálculo econômico pelas empresas.
Referências
BARBIERI, F. O processo de mercado na escola austríaca moderna. Dissertação (Mestrado em Economia ) – Pós-Graduação em Economia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.
GEREFFI, G.; FERNANDEZ-STARK, K. Global Value Chain Analysis: a primer. Center on Globalization, Governance & Competitiveness (CGGC), Duke University, Durham, Noth Carolina, 2011
HAYEK, F.A. Os erros fatais do Socialismo – Por que a teoria não funciona na prática. Faro Editora, 2019.
MISES, Ludwig von. As seis lições. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises Brasil, 2009. https://mises.org.br/Ebook.aspx?id=16
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