Este estudo analisa a crise econômica brasileira de 2014-2016 sob a ótica da Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE). Parte-se da hipótese de que a recessão decorreu da manipulação monetária e da expansão artificial do crédito. Utilizando abordagem histórico-empírica, são investigados indicadores como oferta monetária, crédito, taxa de juros, PIB, emprego e inflação. Os resultados apontam que, desde 2006, houve forte expansão do crédito e redução forçada dos juros, estimulando investimentos excessivos em bens de capital, como construção civil e indústria. A partir de 2014, a reversão dos juros expôs a insustentabilidade desses investimentos, levando à contração do PIB e ao aumento do desemprego. Conclui-se que a crise pode ser explicada pela TACE, destacando a importância dessa abordagem na compreensão de ciclos econômicos induzidos por políticas monetárias expansionistas.